Dívidas, nem pensar - Apoio Empresário
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Dívidas, nem pensar

Nunca faça dívidas: Quem é esperto, não precisa de empréstimo. Quem não é, não pode nem chegar perto de um.
Warren Buffett

Um dos maiores problemas que atrapalham nossa caminhada para uma vida financeiramente estável é a dívida. Quem nunca fez uma dívida? Seja ela de cartão de crédito, empréstimo, cheque especial ou até mesmo um parcelamento?

As dívidas além de atrasarem os nossos objetivos financeiros, muitas vezes acabam até nos tirando o sono. Portanto, um bom conselho é evitá-las ao máximo.

E tratando-se de uma empresa, contrair dívidas para um novo negócio pode significar o fechamento do mesmo, veja como evitar!

E por que não contrair uma dívida ?

Primeiro: o custo do dinheiro.

O dinheiro no Brasil é muito caro, e para demonstrar isso, vamos a uma pequena comparação.

Analisando bancos de primeira linha, a taxa de juros de um cheque especial pode chegar aos absurdos 10% ao mês (e no caso de dívidas de cartões de crédito, isso chega a ser ainda pior).

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Só para entender o quão absurdo isso chega a ser no caso do cheque especial a 10% ao mês, pagamos por dia ao banco praticamente a mesma coisa que o FGTS nos dá em um mês de rentabilidade! Ou seja, na casa dos 0,3%. E a cada dois dias de cheque especial, pagamos mais que uma poupança pode nos render em um mês.

Segundo: pague à vista e pague mais barato

Se ao invés de fazer algum empréstimo no banco ou parcelar a compra, o pagamento for à vista, em muitos casos a compra acaba saindo mais barata. Isso acontece porque nas compras à vista geralmente se tem algum desconto.

Isso é muito relevante para nós brasileiros que já temos o famoso “custo Brasil” embutido no preço de tudo o que consumimos. Pagar menos é sempre melhor.

dinheiro

Terceiro e não menos importante: quanto mais economizamos, os juros poderão ser nossos heróis e não nossos vilões.

Ao invés de contrair dívidas e ter juros contra, podemos economizar e ter juros a nosso favor. Guardando dinheiro e investindo, podemos rapidamente atingir nossos objetivos para realizar alguma aquisição.

Além de ter a oportunidade de investir o dinheiro, aguardar o tempo necessário para juntar o montante para a aquisição de um determinado bem, nos faz refletir sobre o quão necessária será a aquisição. Pode acreditar, isso realmente funciona! Pois muitas vezes somos alvo do consumismo, e se não pensarmos direito, somos levados a comprar muitas coisas das quais não precisamos.

E como evitamos as dívidas ?

Sempre manter um fundo de reserva para casos de emergência. Segundo os especialistas, é interessante termos pelo menos 6 meses de salário guardados em uma poupança. Pois se ocorrer alguma emergência, como a perda de emprego ou alguma manutenção no carro, não teremos a necessidade de fazer algum empréstimo.

Outra dica é realmente ter paciência e economizar para a compra de um bem. Com isso temos diversos benefícios, como: ganhar um desconto por pagar à vista, o valor do produto cair com o passar do tempo (isso se aplica muito em caso de artigos eletrônicos), podemos pesquisar mais e encontrar melhores barganhas, simplesmente com o passar do tempo podemos perceber que não necessitaremos do produto.

E jamais ao avaliar uma compra, veja se as parcelas cabem no seu bolso. Veja se o valor total da compra está dentro da sua realidade financeira, e não as parcelas.

“Mas já estou endividado, e agora?”

Seguem algumas dicas para se livrar das dívidas:

  • Nunca se iludir e deixar de pagar alguma dívida para não mexer na poupança. Como já demonstramos nesse artigo, os juros contra são piores que os juros a nosso favor. Livre-se das dívidas mesmo que tenha que resgatar a poupança.

  • Negocie a dívida. Ao invés de “deixar rolar”, tente ao máximo negociar a quitação da dívida. Muitas vezes quando podemos pagar o restante das parcelas de algo que está gerando juros contra a gente, simplesmente vamos pagando mês a mês as parcelas por considerarmos que elas “cabem em nosso bolso”. Ao quitar todas as parcelas restantes de uma só vez, a própria Lei do Consumidor já prevê que podemos fazer isso com desconto, sem o pagamento de juros. Então, se podemos pagar mais barato, por que continuar dando dinheiro “de graça”?

  • Se a dívida for muito alta e os juros estiverem abusivos, vale mais uma vez a dica: Negocie já! Muitas vezes por deixarmos de negociar acabamos pagando ao nosso credor mais do que deveríamos. Em caso de financiamentos, pesquise em outros bancos o refinanciamento da dívida.

  • Nos próximos artigos traremos os benefícios de se fazer sacrifícios e economizar dinheiro. Também saberemos qual a importância dos juros compostos quando estão a nosso favor, e aprenderemos a dar valor as pequenas quantias.

Consideração final

Agora que já sabe como evitar dívidas, não esqueça que para manter uma vida financeira saudável para sua empresa, organizando o fluxo de caixa dela!

Até logo e muito obrigado!

Por Davi Silvio Júnior

Davi Silvio Júnior

Davi Silvio Júnior

Fundador do blog Help Finanças (www.helpfinancas.com.br) e apaixonado por cálculos, Davi acabou se identificando com a abordagem de finanças pessoais utilizando a matemática financeira.

Além de ter mais de 7 anos de experiência em investimentos, possui formação em Engenharia Elétrica, e atualmente está se empenhando na abertura de algumas startups.

Seus hobbies: programação de computadores, artes marciais e viajar pelo mundo (: